Essa resenha NÃO contém spoilers!
Na metade de abril A Seleção passou um bom tempo nas trend topics do Twitter após a Netflix anunciar a compra dos direitos autorais e a produção de um filme baseado na série de livros. Em meio à euforia do meu grupo de amigas da faculdade – leitoras apaixonadas por A Seleção – decidi que seria uma boa escrever para o blog falando sobre o a série, mas com uma pandemia, movimentos sociais, home office e a imposição de um caótico sistema EAD na minha faculdade o plano do blog foi adiado de novo e de novo. Porém, agora que está tudo de fato acontecendo e eu estou publicando semanalmente, por que não falar sobre A Seleção? Afinal eu não sou sua querida continuando sendo uma frase icônica!

Acho que em algum ponto quase todo leitor de gêneros juvenis esbarrou pelo menos uma vez em A Seleção, se não leu, ao menos ouviu falar ou reconhece a marcante capa com a menina ruiva de vestido esverdeado – que aliás, acho uma capa linda. Eu mesma já tinha ouvido falar da série, mas como durante muitos anos não tive interesse em romances não dei muita bola, até que no último ano (me refiro à 2019, caso você esteja lendo isso no futuro e não em 2020) por acaso comecei a leitura em uma sexta à noite enquanto esperava para que na segunda-feira minha amiga me emprestasse o segundo livro da A Rainha Vermelha e, surpreendentemente, li A Seleção em um piscar de olhos.
Aos que não estão familiarizados, em A Seleção a sociedade conta com uma monarquia e é dívida em castas, tal divisão define a classe social e o tipo de trabalho que cada pessoa pode desempenhar, sendo 1 o mais alto e 7 o mais baixo. A protagonista é America Singer, uma 4, o que significa que ela vem de uma família de artistas. E então há a Seleção: um concurso para decidir quem será a próxima rainha, aquela a se casar com o príncipe herdeiro do trono. A Seleção, além do casamento, representa uma oportunidade de mudança de vida, uma vez que a ganhadora se torna (assim como o príncipe) uma 1.
America vive um amor proibido, o encantador Aspen é um longínquo amor de America e estão juntos há anos, porém, Aspen é de uma casta inferior e isso é um impedimento no romance deles – uma vez que implica que se eles se casarem, America será forçada a se unir à casta de Aspen e assim deixar para trás seu trabalho e passará a uma vida em situação econômica mais complicada do que a qual já convive. Enquanto Aspen aparece nos primeiros capítulos como o romance dos sonhos, ele acaba sendo um idiota fofo, quando pede para America se inscrever na Seleção, uma vez que ele queria ter certeza de que ela não se arrependeria de não participar. Após a pressão feita pela família e o pedido de Aspen, America acaba aceitando e faz a inscrição no concurso, no qual acaba sendo selecionada como participante.
O que se segue então é um reality show no qual America e outras 34 jovens do reino são filmadas, participam de testes e ao longo do tempo o príncipe Maxon vai julgando e eliminando uma a uma, até que se tenha uma grande vencedora e ela seja aquela que irá se casar com ele e virar rainha. America então envolve-se em um triângulo amoroso com Aspen e Maxon, tudo isso enquanto A Seleção segue rolando e revoltas e atos de terrorismo de pessoas contrárias ao regime atual aparecem por toda parte, cada vez com mais evidência e força.
Publicado em 2012 e chegando ao Brasil no ano seguinte através da Editora Seguinte, A Seleção foi escrito pela norte americana Kierra Cass e conta ainda com quatro sequências (A Elite, A Escolha, A Herdeira e A Coroa). Há ainda alguns contos da série disponíveis em e-book e copilados em livro físico sob o nome Felizes Para Sempre.
Particularmente, em meus primeiros contatos com A Seleção não vi o seu potencial. Encarei a história de America Singer com menos excitação do que outras leituras que realizei na mesma época, mas foram precisar poucas páginas para me convencer do contrário. America consegue ser uma protagonista cativante, a história é bem escrita e instigante e o romance de fato tem firmes alicerces que ajudam a entender os sentimentos de America por cada um de seus pretendentes, fugindo um pouco daquela coisa comum de um é perfeito e o outro é misterioso e me seduz. Acaba mostrando-se um romance juvenil interessantíssimo para aquelas pessoas que apreciam uma boa história de amor, mas é também uma boa opção para aqueles não tão acostumados a esse tipo de leitura, já que é leve.
Resta agora aguardar a tão esperada adaptação cinematográfica pela Netflix – discutem-se adaptações de A Seleção desde 2012, com inclusive alguns pilotos para uma série filmados pela CW. Considerando que a Netflix faça uma adaptação de qualidade tão grande quanto foi a do sucesso Para Todos os Garotos que Já Amei, podemos nos recostar e esperar com uma pipoca quentinha para o – ainda maior – sucesso mundial que vem por aí e, enquanto a adaptação não chega, se deliciar com o maravilhoso livro.
NOTA FINAL: ★★★★☆ (4/5)
Até semana que vem e boa leitura!
Gabi.
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