#03 Resenha Corte de Asas e Ruínas ; Sarah J. Maas (ACOTAR vol. 3)

Essa resenha NÃO contém spoilers de Corte de Asas e Ruínas, nem de nenhum dos livros anteriores!!!

Nunca é fácil dizer adeus a uma história que amamos. Dar adeus às Cortes com toda certeza foi difícil, ainda assim, Corte de Asas e Ruína é um final digno de uma história tão boa como a de Feyre Archeron.

Eu estava ansiosa quando comecei, não posso de forma alguma negar isso. Muitas vezes essa ansiedade não é nada boa, ela nos faz criar expectativas altas e acabamos nos decepcionando, mas mais uma vez e eu sou eternamente grata por isso, ACOTAR foi além das minhas expectativas.

Após o final super tenso em Corte de Névoa e Fúria, as coisas caminham de forma um pouco mais lentas, mas nem por isso menos enervantes ao longo da primeira parte do livro. Com destaque para um certo personagem finalmente tomando vergonha na cara e agindo de maneira correta, sim, eu guardo rancor de personagens. A história se desenvolve em um ritmo ótimo, com personagens e lugares novos como é de praxe, reviravoltas ao melhor estilo da série e susto atrás de susto com o futuro incerto. É, entre os três livros, sem dúvida o mais imprevisível, com destaque para a parte três que me deixou chocada e em um frenesi para terminar a história que foi incontrolável.

Dando continuidade ao que fez em Corte de Névoa e Fúria, Sarah J. Maas segue com um trabalho impecável na evolução e no desenvolvimento de personagens e as descrições do mundo de ACOTAR seguem com a mesma maestria que traz desde o primeiro livro. Meus elogios feitos à autora anteriormente permanecem intocados com esse volume e não vejo necessidade de repetir tudo aqui, vocês já leram isso antes – ou, se não leram, por favor, dirijam-se às minhas resenhas #01 e #02.

Um detalhe que eu gostaria de trazer e que é novo aqui é o fato de que nesse livro nós finalmente vamos de verdade para batalha, há uma guerra e ela é grande – nada que não tenha sido esperado caso você já tenha lido os dois primeiros livros. Mas o que me surpreendeu foi o fato de que essas guerras não foram chatas. Como leitora ávida há muitos anos, eu já li muitas cenas de batalha e devo dizer, sem citar exemplos porque não vejo necessidade de jogar shade algum aqui, é comum encontrar cenas de batalhas que são chatas e cansativas e que fazem o leitor ficar de saco cheio. A verdade é que cenas de batalha não são fáceis de escrever, mas em Corte de Asas e Ruínas isso é muito bem feito, obrigada!

Um aviso importante sobre esse livro é a inevitável necessidade de lencinhos para secar as lágrimas, eu acho que não chorava tanto assim com um livro desde O Labirinto de Fogo (As Provações de Apolo, livro três, Rick Riordan). Esse livro partiu meu coração em mil pedacinhos em várias partes, então se preparem. E apesar das pontas soltas deixadas, elas tem objetivos, é claro. Indo além da trilogia, existe um livro extra chamado Corte de Gelo e Estrelas, mas falaremos dele apenas no futuro.

De modo geral, eu diria que Corte de Asas e Ruínas é uma das minhas conclusões favoritas – ficando atrás do meu queridinho A Esperança. É incrível e surpreendente, com altas chances de causar lágrimas a qualquer um que tenha se apegado aos personagens e ao incrível mundo de Feyre.

NOTA FINAL: ★★★★★ (5/5)

Até semana que vem e boa leitura!

Gabi.

#02 Resenha Corte de Névoa e Fúria; Sarah J. Maas (ACOTAR vol. 2)

Essa resenha NÃO contém spoilers de Corte de Névoa e Fúria, mas CONTÉM spoilers leves do PRIMEIRO livro!!!

Ao longo dos anos, meu gosto pessoal demonstrou um curioso padrão no que diz a respeito da leitura de séries ou sagas: o segundo livro sempre é o meu menos favorito. E sou extremamente feliz em compartilhar a informação de que Corte de Névoa e Fúria quebrou esse padrão da melhor maneira possível: evoluindo.

Falando sobre a parte teórica, o que uma sequência deve fazer? Uma sequência tem – ou deveria ter – como objetivo demonstrar evolução, desenvolvimento e crescimento, seja das personagens, do enredo, do universo no qual a história está inserida. E, com toda sinceridade que me cabe, não sei se me lembro de algum outro livro que tenha feito isso de forma tão magnífica quanto esse.

Em Corte de Névoa e Fúria, acompanhamos a agora imortal Feyre (pequeno parênteses aqui, uma amiga minha certa vez comentou sobre como é equivocado o uso da palavra “imortal” em ACOTAR porque é dito que os feéricos são imortais mas há diversos pontos em que vemos que eles podem morrer sim, o equivoco vem de associar a palavra imortal ao fato de que eles demoram séculos e séculos para envelhecer) em sua nova vida ao lado de Tamlin, agora livre da maldição, na Corte Primaveril. Mas rapidamente fica claro que os acontecimentos Sob a Montanha deixaram cicatrizes profundas em Feyre, indo muito além da nova forma feérica que ela assumiu. Enquanto a parte feérica de Prythian ainda se recupera dos horrores vividos ao longo do reinado de Amarantha, Feyre precisa fazer escolhas que definirão o futuro dela e de toda a Corte ao mesmo tempo que uma nova ameaça se aproxima não só sobre o mundo feérico, mas ameaçando também o mundo humano.

E é aqui que eu destaco o trabalho incrível de desenvolvimento de Sarah J. Maas, porque ela é capaz de cumprir tudo o que era necessário para uma sequência. Corte de Névoa e Fúria expande o universo, nos mostrando novas partes de Prythian e novos feéricos e, principalmente, o livro traz uma evolução da protagonista. Não me leve a mal, eu gostei da Feyre do primeiro livro, mas na sequência a personagem segue sendo a si mesma, mas nós vemos o que tudo o que ela passou fez e faz com ela, nós vemos que ações tem consequência e nós somos capazes de entender as ações, Feyre não soa em momento algum como uma personagem vazia, ela segue tendo seu coração humano e nós percebemos e entendemos o que isso significa. Não que seja um traço específico da protagonista, ao longo do livro inteiro, nós vemos como os personagens seguem destinos que são plausíveis com suas personalidades e com o caráter de cada e, sinceramente, isso torna o livro tão mais prazeroso de ler. Não existem saídas de emergência, não existe deus ex machina para salvar o mundo.

Outro ponto fortíssimo desse livro são os personagens novos, se no primeiro nos contentamos, de modo geral, como Tamlin, Lucien e Alis, agora o círculo se expande e todos são ótimos. Ao longo do primeiro livro meu favorito foi com certeza Lucien, já durante esse eu nem sequer ousei tentar escolher um favorito (mentira, é o Azriel). Ainda existem toques de contos de fadas ao longo da história, mas são bem leves (vide a parte da Tecelã, entre outros), mas dessa vez é muito mais suave, ACOTAR cresce e se torna cada vez mais seu próprio universo.

Corte de Névoa e Fúria é o livro que garante que, se você ainda não se apaixonou pela série, vai se apaixonar e prepara muito bem o terreno para a conclusão dessa história – mas isso é assunto para semana que vem!

NOTA FINAL: ★★★★★ (5/5)

Até semana que vem e boa leitura!

Gabi.