Essa resenha NÃO contém spoilers de Corte de Asas e Ruínas, nem de nenhum dos livros anteriores!!!
Nunca é fácil dizer adeus a uma história que amamos. Dar adeus às Cortes com toda certeza foi difícil, ainda assim, Corte de Asas e Ruína é um final digno de uma história tão boa como a de Feyre Archeron.

Eu estava ansiosa quando comecei, não posso de forma alguma negar isso. Muitas vezes essa ansiedade não é nada boa, ela nos faz criar expectativas altas e acabamos nos decepcionando, mas mais uma vez e eu sou eternamente grata por isso, ACOTAR foi além das minhas expectativas.
Após o final super tenso em Corte de Névoa e Fúria, as coisas caminham de forma um pouco mais lentas, mas nem por isso menos enervantes ao longo da primeira parte do livro. Com destaque para um certo personagem finalmente tomando vergonha na cara e agindo de maneira correta, sim, eu guardo rancor de personagens. A história se desenvolve em um ritmo ótimo, com personagens e lugares novos como é de praxe, reviravoltas ao melhor estilo da série e susto atrás de susto com o futuro incerto. É, entre os três livros, sem dúvida o mais imprevisível, com destaque para a parte três que me deixou chocada e em um frenesi para terminar a história que foi incontrolável.
Dando continuidade ao que fez em Corte de Névoa e Fúria, Sarah J. Maas segue com um trabalho impecável na evolução e no desenvolvimento de personagens e as descrições do mundo de ACOTAR seguem com a mesma maestria que traz desde o primeiro livro. Meus elogios feitos à autora anteriormente permanecem intocados com esse volume e não vejo necessidade de repetir tudo aqui, vocês já leram isso antes – ou, se não leram, por favor, dirijam-se às minhas resenhas #01 e #02.
Um detalhe que eu gostaria de trazer e que é novo aqui é o fato de que nesse livro nós finalmente vamos de verdade para batalha, há uma guerra e ela é grande – nada que não tenha sido esperado caso você já tenha lido os dois primeiros livros. Mas o que me surpreendeu foi o fato de que essas guerras não foram chatas. Como leitora ávida há muitos anos, eu já li muitas cenas de batalha e devo dizer, sem citar exemplos porque não vejo necessidade de jogar shade algum aqui, é comum encontrar cenas de batalhas que são chatas e cansativas e que fazem o leitor ficar de saco cheio. A verdade é que cenas de batalha não são fáceis de escrever, mas em Corte de Asas e Ruínas isso é muito bem feito, obrigada!
Um aviso importante sobre esse livro é a inevitável necessidade de lencinhos para secar as lágrimas, eu acho que não chorava tanto assim com um livro desde O Labirinto de Fogo (As Provações de Apolo, livro três, Rick Riordan). Esse livro partiu meu coração em mil pedacinhos em várias partes, então se preparem. E apesar das pontas soltas deixadas, elas tem objetivos, é claro. Indo além da trilogia, existe um livro extra chamado Corte de Gelo e Estrelas, mas falaremos dele apenas no futuro.
De modo geral, eu diria que Corte de Asas e Ruínas é uma das minhas conclusões favoritas – ficando atrás do meu queridinho A Esperança. É incrível e surpreendente, com altas chances de causar lágrimas a qualquer um que tenha se apegado aos personagens e ao incrível mundo de Feyre.
NOTA FINAL: ★★★★★ (5/5)
Até semana que vem e boa leitura!
Gabi.
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